22 setembro 2006

O caminho menos percorrido...



























Esse é o título de um dos livros que tenho na cabeceira da cama.
Não o tenho lido, confesso! A parte do livro a que cheguei no momento, primeiro precisa de ser resolvida por mim, depois, então lá irei ao livro, mas só para ver se tenho razão! :-)

Sei que percorro esse mesmo caminho.
O menos percorrido, às vezes bem mais difícil.
Por vezes soluções aparentemente "fáceis" apresentam-se à minha frente, mas também sei que elas no futuro não iriam dar ao meu caminho, ao que escolhi viver. E não fossem "outros" já estaria bem mais próxima!


Ele chegou, sem aviso prévio, chegou porque sabe sempre quando ela não está bem. Não precisa de ser convidado, faz parte da casa. Basta dar-lhe um toque para o telemóvel, ouvir a voz dela, para perceber, se segue para casa ou se passa por casa dela antes. Ela que neste momento será certamente a sua melhor amiga, como em tempos passados foi, e ele o amigo de todas as horas... O único que abriu a boca quando foi preciso dizer:
- Eu estou aqui! Ela não está só!
Deviam ter passado uns 30 minutos do telefonema, quando ele chegou... despejou as suas coisas em cima da mesa da sala, pasta, portátil, óculos e sentou-se no sofá, junto a ela.
Ficaram em silêncio, enquanto ela fumava mais 1 cigarro.
Ele olhou bem para ela e disse:
- Sei que és forte! mas a mim não precisas de provar nada... vim cá hoje na esperança que hoje fales!
Ela continuou em silêncio, o seu olhar cada vez mais distante, fazia adivinhar, dor.
- Tens que acabar com isso!
- Com o quê? perguntou.
- Com essa merda do carro, desde aí nunca mais foste a mesma.
Tens de parar de te preocupar tanto com os outros e bocadinho mais contigo!
Tás magra! Tens-te alimentado bem?
Ela sorriu... e disse-lhe,
- Puseste-te cá num instante, eu não disse nada!
Estavas com medo que me suicidasse?
Começaram a rir-se os dois!
- Tens que mudar umas coisas... (disse ele)
- O quê?
- Por exemplo deitar essa merda de telemóvel no lixo!
De seguida ele disse:
- Narizinho... está aqui o meu ombro... podes chorar! Sinto-te com um nó na garganta... tu és forte mas não és um muro...
Ela encostou-se ao ombro dele e uma lágrima caíu... recordou este ano desde o ínicio e o anterior, lembrou as perdas, as mudanças, as decisões, as dores... e chorou... chorou... ele ficou ali a ouvi-la chorar, sem cobranças nem juízos de valor... ao fim de algum tempo, ela disse, já é tarde, vou dormir... ele acrescentou, estava a pensar nisso... vou embora.
- Ficas bem?
- Sim (disse ela).

Ela começou a rir e disse... ligaram da casa das noivas, acho que tenho lá um vale qualquer, como troca do vestido...
ele sorriu e disse, dá para trocar em lingerie? é que tenho namorada!
Ela riu-se e disse-lhe:
- O vale é teu! tu mereces!
Despediram-se com um abraço e um sorriso... ele ainda acrescentou... a vida é mesmo engraçada!
Quando precisares de mim... sabes onde estou!
Ela agradeceu e nesse momento só lhe ocorreu dizer...
Obrigada por existires!



Vestido: modelo "Daifa" San Patrick, colecção 2006

7 comentários:

Misty disse...

Afinal, ainda há estórias com final feliz...

Um beijo, amiga!

GK disse...

Nunca li o livro... mas conheço essas persongens... :)

Bj.

Ines disse...

Amigos assim são preciosidades!!!
Abraços que sabem tão bem!!!!!

naoseiquenome usar disse...

Coisa rara, tais amigos! Que bom!!!
Encruzilhadas das nossas vidas que precisamos resolver. Só nós. Mais ninguém. Quando muito e é muitíssimo, teremos um ombro para chorar...

Beijo.

PARTILHAS disse...

:-):-):-):-):-):-):-):-):-):-):-):-):-):-):-):-):-):-):-):-):-):-):-):-):-):-):-):-):-):-):-)

Adoro-te linda!

Beijos

Anónimo disse...

Os caminhos mais fáceis não são os percorridos por pessoas como tu. Gostas de desafiar a vida e a ti mesma. Cuidado querida, vais pelo caminho certo. Mas não esqueças de olhar bem vê quem são as pessoas, olha bem para elas nos olhos, tenta reconhecê-las no olhar e não te decepciones mais uma vez. Quero ver-te com esse sorriso rasgado e lindo, que está na foto de baixo.
beijos

Maria José disse...

Li... e reli... só, porque sim. Hoje, só porque sim.

Não conhecia e deixou-me curiosa.