28 agosto 2006

Porque me contaram...
















Este texto que se segue, não foi feito inicialmente a pensar em dar-lhe continuação (pelo menos por escrito...), depois de alguns "pedidos", achei engraçada a ideia de cada um dar um fim a esta história...
Prometo no fim, "encadeá-la" e fazer um novo post, pondo pelo meio os vossos textos. Alguns comentários têm finais diferentes, por isso logo terá de haver mais do que 1 ou 2 posts, faço os que forem necessários, "misturando" os finais com o príncipio da história.




Contaram-me...
que eles finalmente se tinham abraçado, tocado as mãos e beijado... só agora soube que afinal até já foi há algum tempo... também sei que jamais pensaria que tal fosse acontecer, embora por outro lado parecesse óbvio... havia ali muita coisa contida, mas não consigo também entender porque a contiveram tanto tempo... ele ainda me explicou e ela depois também, mas não faz muito sentido... pela descrição que ela me fez, entre sonhos, arrepios e palavras... deu-me que pensar...


A imagem com que fiquei, foi que se beijaram lentamente, tocando os lábios e alternando linguas,
linguas com sede... linguas que desconhecem a sede da bebida que tanto precisam...
enrolaram-se, abraçaram-se e tocaram-se pela primeira vez...
começaram a despir-se lentamente, olhando-se fixamente nos olhos,
ele pegou-a ao colo como se de uma boneca se tratasse e levou-a para o quarto...
sei que fizeram amor durante muito tempo e várias vezes...
mas desconheço mais pormenores...

o resto fica mesmo a cargo da nossa imaginação...
e que imaginação a nossa!!!! lol


imagem: images.com

22 agosto 2006

8 Cabeças







Nós os 2











eles os 3









a pirralhada toda!










Éramos 8, tínhamos cerca de 16 pares de sapatos espalhados aleatoriamente pela casa, isto é, fazendo a média a 2 por pessoa, o que não corresponde inteiramente à verdade. Se não vejamos: a M. adora chinelos, sandalinhas e tudo o que de prático e bonito houver, por isso, nem foi feita a contagem… A S. adora sapatos, mas varia mais de estilo, por isso levou 4 pares. A R. … bem a R. … não consigo contabilizá-los… desde o sapinho azul com a florinha à frente para dar com o vestido, até à sandalinha branca, passando pelo chinelinho de praia com bonecos mil à frente! Oh meu Deus! … A C. está na idade do "cool", portanto uma havaiana vai bem com tudo! Os rapazes, esses são mais simples, mas não deixaram também eles de levar sapatos para cada ocasião, pelo que todos levaram sem excepção: ténis, sandálias e o "chinelinho vai com tudo"! ora isto dá cerca de...21 pares de sapatos!
Era engraçado olhar para o copo das escovas de dentes, que teve de ser substituído prontamente por uma caneca de cerveja daquelas mesmo grandes, para caberem todas!
Giro, Giro era ver os 8 a sair... parecia um harém!
1 homem, 2 mulheres, 5 miúdos, todos em escadinha, com a agravante de se terem lembrado de começar todos a chamar Pai ao R.!
De toda a azáfama diária, o que mais impressionava era a altura do pequeno-almoço e dos banhos. Ficámos nitidamente com a noção do que é gerir... um infantário! Nem mais nem menos! Sim, aquilo é tipo "economias de escala": - fila para fazer o chi-chi matinal, lavar a cara e pentear; de seguida, sentar os miúdos e começar a "despachar" o pequeno almoço - são 5 doses de cereais com leite ali para a mesa do canto, que o mesmo é dizer quase 2 litros de leite e meio pacote de chocapics de uma assentada só! A seguir, ajudar os retardatários e ala, lavar os dentes!
Depois nós, os "grandes"... Pequeno-almoço a rigor! Sim, sim, que o R. não deixava por mãos alheias o pão quentinho matinal! Às oito da manhã era vê-lo a sair para ir buscar papo-secos quentinhos para o resto da "prole". Suficientes para o pequeno-almoço e para a praia. Só se saía de casa lá pelo meio-dia, mas isso, é outra história, he he he…
O departamento da higiene pessoal comportava verdadeiras linhas de montagem, onde tudo era controlado ao minuto! Nem o creme para o corpo dos pequeninos faltava! Era vê-los a sair do WC, passar directamente ao quarto para por creme no corpo… lindo! Uma engrenagem perfeita!
A parte "correcional" também estava considerada no pack "vá-de-férias-com-montes-de-putos-doidos-varridos-e-enerve-se-o-menos-possível" - quando era para gritar e meter o pessoal na ordem, às vezes lá precisávamos de uma voz mais grave... afinal também é para isso que servem os homens!
Um dia a S. meteu-os todos de castigo, mandou-os para o quarto sem direito a T.V. (que má!), o silêncio reinava, cerca de 1 hora depois alguém disse: "...que silêncio..." foi aí que a S. se lembrou que se esqueceu de os tirar do castigo :-(
Há noite havia direito a história e tudo e aí, a encarregada de serviço era a M., só que não era só ela que contava a história… era ela seguida de outros 5 pirralhinhos que faziam questão de também contar cada um a sua, a R., a pequerrucha do sítio, tinha uma imaginação… Nós, os grandes estávamos, mortinhos por ter aquele momento nosso, em que descansávamos e ríamos um bocado até já não podermos mais e irmos arrastados pelo nosso amigo João (não, esse não passou férias connosco, é mesmo o João, o tal da pestana!) para a cama.
A saída “matinal” para a praia e o correspondente aparato era outro espectáculo digno de ser visto… afinal, oito toalhas estendidas lado a lado são uma vista grandiosa!
Como grandiosas eram as incursões por terras algarvias à noite! Ah sim! Um homem, duas mulheres e cinco “minis”, todos a chamar “pai” ao mesmo, mas uns a chamar “mãe” a uma e outros a outra… bem, deixámos alguns populares de cara desconfiada com estas “modernices” … ou não, que o interior também já não é o que era… certo, certo, é que nos ríamos a bom rir com as reacções que esta “famíla” despertava nos transeuntes!...

De tudo, o mais importante foi, com toda a certeza, os laços que se fortaleceram, o sabor da união e da discórdia, o fazer as pazes o aprender do perdão, o saber dar e aprender a receber... que nem sempre é fácil... o gostinho bom de num fim de dia de azáfama, tomar um "granda" banho...

E para o ano, há mais, se Deus quiser! :))
conheça as outras cabeças, já aqui ao lado: Misty

fotos by: R. M. e S. ou seja Nossas!

10 agosto 2006

Calhou-me este...
















ESTE INFERNO DE AMAR

Este inferno de amar - como eu amo!
Quem mo pôs aqui n'alma... quem foi?
Esta chama que alenta e consome,
Que é vida - e que a vida destrói -
Como é que se veio a atear,
Quando - ai quando se há-de ela apagar?

Eu não sei, não me lembra: o passado,
A outra vida que dantes vivi
Era um sonho talvez... - foi um sonho -
Em que paz tão serena a dormi!
Oh! que doce era aquele sonhar...
Quem me veio, ai de mim! despertar?

Só me lembra que um dia formoso
Eu passei... dava o Sol tanta luz!
E os meus olhos, que vagos giravam,
Em seus olhos ardentes os pus.
Que fez ela? Eu que fiz? - Não no sei;
Mas nessa hora a viver comecei...

Almeida Garret


imagem: images.com

07 agosto 2006

Anjos...



















Há quem tenha amigos... eu definitivamente sou uma mulher de sorte! Tenho Amigos que são verdadeiros Anjos da Guarda...
Obrigada do fundo do meu ser a todos! Adoro-vos!


P.S. Já sei que vos dou uma trabalheira desgraçada! :-)